ORecorte

Espaço destinado a pequenas observações mundanas, reflexões um tanto quanto sérias (?!), outras insanas, retóricas e divagações teórico/práticas, de Freud a Lacan, de onze às duas. O que será dito aqui pode ser absurdamente verídico, como, também, pode não ser. Porque o todo, dizem, é um complexo da soma das partes. Então, vamos de ORecorte.

Tuesday, January 30, 2007

Seinfeld

Algumas reflexões sobre o nada, trazidas por Jerry Seinfeld e sua trupe *

Filosoficamente o nada é alguma coisa!
Voltar a morar com os pais depois que saiu de casa é como violar a condicional e voltar pra cadeia!
O problema do divorcio é que você sofre impeachment sem ter sido presidente.
Homens não batem em mulheres, se não as conhecem é claro.
O orgasmo feminino é como a bat-caverna.Poucos sabem onde é ou de como chegaram lá.
As feministas querem que todos sejam tratados iguais, mas quando chega a conta cadê elas?
Sabe qual seria um bom livro para colocar na mesa de centro?Um livro falando sobre mesas de centro!
Eu ouvi dizer que se perde 75% do calor do corpo pela cabeça, ou seja você pode esquiar pelado se usar um bom gorro.
Olhar um decote é como olhar para o sol, não pode olhar direto é muito arriscado, só da uma olhada e vira o rosto pro outro lado.
Nos estacionamentos existem pelo menos 2 vagas para deficiente. E como fazem para encaixar os carros nas olimpiadas paraolimpicas?
Ter medo é mais elegante que comer no restaurante!
O governo é como os pais pros adultos. Quando voce faz alguma coisa errada te mandam pra cadeia, esse é o seu castigo

* Retirado da comunidade do orkut "Seinfeld Brasil"

Wednesday, January 24, 2007

Frases e músicas...

Nesta fase introspectiva do Blogueiro, frases musicais e histórias reais, bole a sua:
- Se fiquei esperando o meu amor passar, já me basta que, então, eu não sabia amar...
- Mas é preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana, sempre, e
- Vai trabalhar vagabundo, vai trabalhar criatura...
- Quem disse que o amor pode acabar? Quem foi que disse que o amor, pode acabar?
- Quem é ela, quem é ela, eu vejo tudo enquadrado, remoto controle...
- A saudade bateu foi que nem maré, quando vem, de repente, invade e tranborda esse bem-me-quer,
- Havia algo de estranho, naqueles olhos, olhos estranhos:
- Você que inventou o pecado, esqueceu-se de inventar o perdão, apesar de você...
- Quem sabe o que é ter e perder alguém?
- Ela me disse "eu nao sei, mais o que eu sinto por você, vamos dar um tempo, um dia a gente se vê", e eu dizia...
- Será que você vai saber o quanto penso em você com o meu coração? Será que você vai saber o quanto penso em você com o meu coração?
- Nós dois temos os mesmos defeitos, sabemos tudo a nosso respeito, somos suspeitos de um crime perfeito mas...
- Disseste que se tua voz tivesse força igual a imensa dor que sentes, teu grito acordaria não só a tua casa, mas a vizinhança inteira...
- Não vou tomar café, nem escovar os dentes: vou de aguardente, como o sol que queima a praça:
- Seu filho, feio e louco, ficou só, chorando feito fogo à luz do sol...
- Vá, tente outra vez.

Sunday, January 21, 2007

Frases e fatos...

Algumas frases que nem parecem que eu ouvi ou proferi:

"A única fruta que entra aqui em casa é o limãozinho, que cai muito bem com um salaminho, aliás, você aceita, cara?"

"Cara, seguinte, somos só eu e você de homem na turma, então a gente vai ter que ser amigo cara, não tem jeito"

"O inconsciente é um saber que se sabe sem saber que se sabe, e não é?"

"Não sei o que tô fazendo aqui, acho que meu coração me guiou"

"Queria que Deus estivesse vivo para ver isto" (Homer simpson, ao contemplar o sol se pondo)

"É estranho, eu tô com dor de cabeça, parece que tá tudo girando, meu corpo está estranho, mas não é ressaca, eu não estou de ressaca, tenho certeza disso" (Ouvida de um primo, depois de acordar de uma noitada de cubas e outras doses)

Tuesday, January 16, 2007

Cachorro de rodoviária

Este post ficou me martelando nesta consciência eternamente bêbada e pueril há mais ou menos 3 anos, quando eu me encontrava em Marau/RS. Era uma segunda-feira insossa, meio do mês de Novembro, por volta das 23 horas. Estava eu na rodoviária de Marau, preparando-me para embarcar para Carazinho/RS, nestas viagens de trabalho que ainda insisto em poetizar. Chego na rodoviária e ela estava..fechada! Apenas eu me encontrava na rodoviária, esperando-a abrir sabe-se lá quando. Ou melhor, não era apenas eu, sozinho, havia um companheiro que me olhava de longe, possivelmente surpreso com aquele visitante ali, também esperando a rodoviária abrir: um cachorro. Fiquei sentado, de longe, observando-o, e ele também o fez. Ali, após aquela interação olho a olho com o cão, nós nos estudando, decorando nossos movimentos corporais, fiquei imaginando: tem dias que me sinto um cachorro de rodoviária. Tem dias que ando (me encontro) absurdamente reflexivo, na minha, dias em que não sinto a menor vontade de fazer nada, de não conversar com ninguém, de ficar apenas perambulando (mesmo sem sair de casa, ou do quarto) com meus pensamentos e emoções. Dias em que tudo parece contra, em que você não consegue corresponder às suas vontades, em que parece haver tempestade em noite enluarada, em que o simples ato de tentar interagir com alguém lhe faz um mal como você nunca viu antes. Dias assim, dias em que a vida parece que insiste em te dizer não, em que você se sente escurraçado pela vida, mesmo que nada de diferente esteja te acontecendo (a não ser a TPM das garotas..) São dias assim, de gelidão interna, de solidão intensa, dias de guerra, de frio, que surgem de repente e podem ficar, dias em que nem mesmo a rodoviária está aberta para um simples cafezinho...