ORecorte

Espaço destinado a pequenas observações mundanas, reflexões um tanto quanto sérias (?!), outras insanas, retóricas e divagações teórico/práticas, de Freud a Lacan, de onze às duas. O que será dito aqui pode ser absurdamente verídico, como, também, pode não ser. Porque o todo, dizem, é um complexo da soma das partes. Então, vamos de ORecorte.

Monday, August 14, 2006

Persicolatria, A Série - "Essa modernidade..."

Depois de uma reciclagem em seus conhecimentos teórico/práticos na Universidade boliviana 'Santa Pena De Sus Fundos e de Su Carteira' (reconhecida pelo Gran Escalão Persicanalítico da Bolívia', uma "super-atualização do Grande inconsciente, essa coisa que tudo guia, um Deus para a persicologia, de tudo aquilo que meus pequenininhos pacientezinhos sofrem a influência", dizia ele, penoso), nosso (não mui) amigo persi inovou em alguns métodos persicoterápicos, tais como:
- O rapport agora é estabelecido ingerindo um "chazinho" trazido da Bolívia ("alivia as tensões, alivia aquela timidezinha das minhas estrelas", pregava ele), e o chazinho não estava incluido no preço da sessão ("trabalhar o preco da sessão é bom para my stars, e passa também mais o tempo da consulta");
- Ao dar um "super - hiper - mega e essssperto diagnóstico, na poderosa incorporação das poderosas palavras de Breuer/Freud", resolveu inovar: dava primeiramente o diagnóstico em alemão (aprendeu alemão na Bolívia?), emitia um mantra indiano em seguida e, a partir da reação "da star", chamava-a a dançar polca!! "Meu lindo não esquenta, meu Freud, amo aquele cara, é um futuro de uma ilusão para mim, e me provocava um grande mal estar, um mal estar na cultura, na minha civilização própria, só minha, tudo é azul, o inconsciente é azul (!)", filosofava ele (já seria efeito do chazinho??)...
CONTINUA (deveria??!!)

Thursday, August 10, 2006

O turbilhão do tempo...

Acho que você já percebeu, o tempo está passando rápido demais. Ou nós estamos passando muito rapidamente pelo tempo (a magia do Tostines era a sua publicidade...). Nesta pressa toda, percebo que muitas coisas estão sendo meio que perdidas pelas pessoas com as quais convivo, em virtude do tempo. Você não vê mais pessoas sentando para conversar, você não vê mais a alegria e o descompromisso que outrora existia em se sentar em algum lugar (mesmo que em mesa de buteco!) e prosear ao ar, você somente ouve "ah, não posso porque eu tenho..." Ou "não posso porque eu vou...". Enfim, você ouve imponderáveis desculpas justificando o óbvio quase que inaceitável: "não há mais tempo para essas coisas". Estou ficando velho? Eu sou do tempo em que se ouvia berros de gargalhadas dos amigos, embriagava-se somente pelo fato de se estar entre colegas e amigos, ria-se de tudo, observava-se árvores, sentava-se no chão, discutia-se de tudo, xingava-se tudo, enfim, do tempo que, efetivamente, havia um tempo para tudo isso...E tempo é liberdade, é espaço, é viver. Tempo é mercúrio-cromo sim, seu rapaz, e tempo é tudo o que somos, verdadeiramente...