Persicolatria, a série: "É gozação em Psica, ops, Persicanálise??"
Nervogillsva (isto mesmo! É um nome próprio, e com 2 "elles" mesmo!) está cursando o primeiro semestre de Psicologia. Logo no segundo dia de aula, uma professora (ou sábia demais ou sacana da peste!) da Disciplina "Engulam Psicanálise Goela a Baixo 1" (seria esta a mesma faculdade em que o persi se formou?!?) vociferou um sábio conselho à turma caloura:
- E outra coisa, façam análise!! Isto mesmo! Façam análise para que vocês tratem muito bem suas futuras fontes de renda, não se esqueçam disto!
Aquelas palavras da professora, e aquela aula inaugural daquela "tão cativante" Disciplina, ficaram na cabeça de nossa quase-assumida-neurótica estudante. "É, vou procurar um analista, vou sim, é vou..."
No outro dia pela manhã, cheia de dúvidas na cabeça e indicada por sua amiga Chatinice, cliente há 5 anos 23 dias 4 horas e 24 minutos (seu diagnóstico "fácil, muito easy, muito fácil", segundo o persi, foi transtorno obsessivo compulsivo - e ele tirou suas conclusões sem checar nos anais do Freud, quer dizer, de Freud), Nervogillsva foi procurar nosso (nem tanto, nem tanto...) mui amigo persi, ao qual ocorreu o primeiro contato:
(Ele): Olá minha estrela, estrela bela, meu forte cheiro de lírio da madrugada, como está você?
(Ela): Oi, Doutor, como vai, tudo bem? Pois é, doutor, tipo...
(Ele, interrompendo-a): Mas calma, minha água perfumada, calma, já tá querendo botar os bofes pra fora, é? Mas então fala, alma, fala forte pra mim, fala livre, coração aberto, fala...
(Ela): Bom, doutor, é porque eu tô, tipo, começando psicologia na faculdade, e eu queria começar a análise, igual, tipo, uma professora falou ontem, sabe?
(Ele, enquadrando-a ferozmente na negação): Hum, sei, você quer começar a análise porque uma professora te falou né, hum, sei, hum hum ("Original esta", pensou ele)...Mas e daí, darling, o que mais hein?
(Ela): Tipo, doutor, queria mesmo começar o processo, queria ver como é, sei lá, tipo, queria entender o que o senhor faz, como ajuda os outros, como o senhor cura, como o senhor me curaria, dúvidas que eu tenho, sei lá, entende?
(Ele, preocupado com o enredo da história dela: estaria ela delirante??É psicótica?? Ai meu Papai do Céu!! "Tenho que desanimá-la a continuar, ou antes, vou brincar com ela, brincar com esse deliriozinho dela...", pensou ele): Bom, criança, nisso que vc tá falando, pra começar são R$350,00 uma horinha de sessãozinha comigo. Você falou em tirar dúvida, né?
(Ela): Sim, senhor
(Ele): É, se for um texto, alguma coisinha do Freudinho, sei lá, algum livro, texto, qualquer coisa, o custo é inteiramente seu, tá?! Sorry me se estou sendo duro, star, mas temos que negociar, tudo é negócio aqui, negociamos preços, seu desejo negocia com vc, temos que...
(Ela, interrompendo): Claro, doutor, o que precisar, o que precisar...
Naquela hora o Persi percebeu que poderia não ser um delírio da jovem, mas iria ver nos seus Clássicos o que seria o comportamento dela, para, então, aplicar a cura, e Nervogillsva (não tão alegremente) tirou sua primeira dúvida decorrente daquela surpreendente aula da Discplina ("agora entendo como é importante se tratar bem uma fonte de renda...", repetiu ela em voz alta refletindo sobre as palavras de sua professora)
SEGUE...
