Sim e Não
O raciocínio é o seguinte: sempre guiamos nossa ação em torno do "sim" e do "não". Toda a pressão social que sofremos existe para nos dizer o que pode (sim) e aquilo que é indevido e deve ser rechaçado (não). Tem sentimentos que vivenciamos que ora são sim, ora não...
Enfiar o dedo no nariz dirigindo um carro é não.
O espírito beneficente que sempre emerge quando o natal chega é sim.
A mediocridade dos políticos é não. O João que dá pão para as criancinhas de rua é sim.
Ter caráter e trabalho, conforme o Outro* sempre nos exige, é sim. Entupir as artérias e veias do coração é não (embora sempre haja um duelo desigual entre a gordurinha da picanha e nosso senso comedido...)
Ter um amor é sim. Ter mais de um, concomitantemente ( é claro!), é não.
Xingar uma pessoa é não. Xingar o juiz no jogo de futebol é sim.
Ter amigos é sim. Sentir saudades é não (ou sim!?).
Sentir a ausência é não. Sentir um carinho é sim.
Saber decidir é sim. Decidir pelo outro é não.
Os olhos julgadores são não. A mente criativa é sim.
Ter saúde é sim. Ter aperto é não.
Dizer "um abraço" ao amigo é não. Dar o abraço ao invés de dizer é sim.
E, entre "sins" e "nãos", as horas continuam a correr, até o fim. Sim, é isso sim... Ou não!?
* Ver postagem anterior sobre como o Outro controla e guia nossas vidas.

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