ORecorte

Espaço destinado a pequenas observações mundanas, reflexões um tanto quanto sérias (?!), outras insanas, retóricas e divagações teórico/práticas, de Freud a Lacan, de onze às duas. O que será dito aqui pode ser absurdamente verídico, como, também, pode não ser. Porque o todo, dizem, é um complexo da soma das partes. Então, vamos de ORecorte.

Friday, November 10, 2006

Sobre a sua amizade...

Grande amigo,
Ei, amigo, meu grande amigo, me ouça! Resolvi te escrever para tentar externar tudo aquilo que sinto por ti, cara, afetivamente. Você é uma pessoa pela qual criei um vínculo amistoso muito forte, bonito, criei uma preocupação especial em querer que somente as coisas boas te acontecessem, que não existissem coisas más na sua vida. É importante que você saiba que boa parte das coisas e bebedeiras que fizemos e que ainda fazemos juntos, quando possível (ah, esse maldito e impiedoso tempo...), alegraram boa parte dos melhores acontecimentos da minha vida. Você alegrava e ainda alegra boa parte da minha vida, as coisas seriam sem graça de serem feitas ou ditas, sem vida, se você não estivesse aqui comigo, a ferro e fogo, do meu lado. É exatamente a você, amigo, que me sinto mais propenso a continuar meu caminho, longe ou perto, sóbrio ou carimbado, feliz ou menos feliz. Você tem uma importância indissolúvel da minha vontade de continuar a encarar o dia a dia, e nem sempre tive oportunidade de te dizer isto. Sei de vezes em que você gostaria até, em momentos de tristeza minha, de sofrer por mim, você gostaria de ter chorado por mim ao me ver chorar, e mesmo você seria capaz de contar aquela piada mais sem graça do mundo apenas pelo simples fato de tentar me ver mais alegre, mais forte. Tudo isto eu sei, pelos seus atos, pelas suas palavras, pela sua presença quase onipresente. És uma pessoa a qual eu estimo até o fim da última dose da noite, ou mesmo em um telefonema fora de hora, noturno ou soturno, ou mesmo naquele dia que estás mais ríspido e menos de aura presente, te estimo e valorizo todos os dias da minha vida, pela sua capacidade, mesmo sem você perceber, de me fazer bem, de me fazer entender que a vida nada mais é do que uma rede de retalhos de amizades, amizades retalhadas em fios fortes de confiança e segurança. Por isto tudo que falei (escrevi) eu lhe peço, meu amigo: na sua linda ânsia magnífica de viver, sempre ao tentar perfurar uma rocha, por favor, tenha cuidado com os estilhaços que a furadeira irá espalhar, estilhaços grande, pequenos, mas sempre cortantes. Obrigado

1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

fala bro...
muito interessante o que vc escreveu sobre amizade.
tenho pensado muito nisso ultimamente. sinto uma falta absurda de vc e de vcs, meus amigos. meu dia a dia se torna muito mais dificil sem as verdadeiras amizades. todos os dias do último ano me pergunto se vale a pena viver longe dos amigos e da familia, independente de qual seja o motivo. e a resposta é sempre um sonoro "não". mas eu continuo. ainda me dá força a idéia que vcs existem, que são reais e de que ainda vamos nos encontrar e nos divertir, da forma mais simples que for. afinal, como diz o filósofo contemporaneo ricardo augusto, "soh ha dois tipos de amigos: os verdadeiros e todos os outros".
aonly a fase theese dark cafe days...

6:53 PM  

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